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Empate chega ao Telstar frente ao FC Volendam: 'Manter a categoria é mais difícil do que subir'

PannaGo Redactie 16 de maio de 2026 3 min read
Empate chega ao Telstar frente ao FC Volendam: 'Manter a categoria é mais difícil do que subir'

Na última jornada da eredivisie, o Telstar defronta o FC Volendam num duelo direto pelo décimo quinto lugar. A equipa de Velsen-Zuid tem dois pontos de vantagem sobre o Volendam e, por isso, um empate é suficiente para escapar ao play-off de manutenção e garantir a permanência na eredivisie.

Do nada à eredivisie — e lá ficaram

Que o Telstar esteja sequer neste palco já é, por si só, uma história. O clube regressou ao escalão mais alto na época passada, através dos play-offs, após uma ausência de nada menos do que 47 anos. Poucos acreditavam, à partida, que a equipa de Velsen-Zuid tivesse hipóteses reais de se manter. O capitão Jeff Hardeveld recorda o percurso com satisfação: 'Se alguém tivesse dito antes que íamos jogar a última jornada a decidir a permanência ou os play-offs... Sim, teria assinado por isso sem hesitar.' O Telstar acumulou entretanto 34 pontos, uma prestação que surpreendeu muitos na eredivisie.

Bakker: 'Manter a categoria é mais difícil do que promover'

O médio Danny Bakker, também com 31 anos, tal como Hardeveld, e um dos rostos da equipa, coloca a prestação em perspetiva. 'Os clubes da eredivisie são muito melhores. Além disso, não subimos como campeões, mas sim pelos play-offs. Conseguir manter-se como um clube pequeno é algo verdadeiramente bonito.' Segundo ele, a manutenção é desportivamente uma tarefa mais exigente do que a própria promoção, simplesmente porque a concorrência no mais alto nível é de outro calibre.

Treinador Correia: 'Correr o campo com entusiasmo'

O treinador Anthony Correia, que no final desta temporada parte para o FC Utrecht, descreve com entusiasmo visível o estilo de jogo que o Telstar impôs este ano. 'Há um bocadinho de dinâmica no nosso jogo, um bocadinho de combatividade, um bocadinho de criatividade. A intensidade com que jogamos é simplesmente fantástica. Correr o campo com garra. É um prazer fazê-lo e um prazer vê-lo.' Bakker acrescenta que a equipa surpreendeu os adversários com essa abordagem: 'Jogámos com muita ousadia e coragem, tal como na época passada. Essa foi a nossa grande força este ano. Não nos importa contra quem jogamos. Mesmo fora em casa do Ajax e do PSV tentámos fazer exatamente isso.'

A confiança como alicerce: encorajar em vez de criticar

Hardeveld aponta a cultura dentro do grupo como fator explicativo do sucesso. Segundo ele, não há uma chave tática concreta. 'É simplesmente moverem-se uns pelos outros, é o movimento, desde que todas as posições estejam ocupadas e se realcem os pontos fortes uns dos outros. Dar confiança, encorajar de forma positiva. É isso que nos torna uma equipa muito boa e sólida.' Bakker subscreve essa ideia: no sistema adotado, sente-se completamente à vontade, em parte porque os erros não são punidos de imediato. 'Se criticares logo alguém que comete um erro, esse jogador também deixa de se atrever a arriscar no jogo.'

A final de domingo sem grande pressão

Quando questionados sobre se o jogo decisivo frente ao FC Volendam pesa como um fardo, ambos reagem de forma surpreendentemente descontraída. Hardeveld: 'Quando percebes de onde viemos, na verdade só temos coisas a ganhar.' Bakker reconhece alguma tensão, mas não quer deixar que ela domine. 'Essa pressão vem sobretudo de fora. Mas se jogarmos com base nas nossas próprias forças e conseguirmos manter a mesma ousadia e coragem frente ao Volendam, encaro o jogo com muita confiança. Ainda assim, vai ser um duelo quente.'

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Source: Via NOS (GNews)

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